sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Cooperador

Imagina-te à frente de um violino. Instrumento que te espera sensibilidade e inteligência, atenção e carinho para vibrar contigo na execução da melodia.
Se o tomas de arranco, é possível te caia das mãos, desafinando-se, quando não seja perdendo alguma peça.

Se esquecido em algum recanto, é provável se transforme em ninho de insetos que lhe dilapidarão a estrutura.

Se usado, a feição de martelo, fora da função a que se destina, talvez se despedace.

Entretanto, guardado em lugar próprio e manejado na posição certa, como a te escutar o coração e o cérebro, ei-lo que te responde com a sublimidade da música.

Assim, igualmente na vida, é o companheiro de quem esperas apoio e colaboração.

*

Chame-se familiar ou companheiro, chefe ou subordinado, colega ou amigo, se lhe buscas o auxílio, a golpes de azedume e brutalidade, é possível te escape da área de ação, magoando-se ou perdendo o estímulo ao trabalho.

Se largado ao menosprezo, é provável se entregue a influências claramente infelizes, capazes de lhe envenenarem a alma.

Se empregado por veículo de intriga ou maledicência, fora das funções edificantes a que se dirige, talvez termine desajustado por longo tempo.

Mas, se conservado com respeito, no culto da amizade, e se mobilizado na posição certa, como a te receber as melhores vibrações do coração e do cérebro, ei-lo que te corresponde com a excelência e a oportunidade da colaboração segura, em bases de amor que é, em tudo e em todos, o supremo tesouro da vida.

*

Pensemos nisso e concluiremos que é impossível encontrar cooperadores eficientes e dignos, sem indulgência e compreensão.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade.
10a edição. Araras, SP: IDE, 1996.

domingo, 12 de junho de 2011

ALGUÉM CONTIGO

Nunca estarás a sós.
Ante a névoa das lágrimas, quando a incompreensão de outrem te agite os
sentimentos, lembra-te de alguém que sempre te oferece entendimento e
conforto.
Ante a deserção de pessoas queridas, quando mais necessitavas de presença e
segurança, pensa nesse benfeitor oculto que jamais te abandona.
Ante as ameaças do desânimo, nos obstáculos para a concretização de tuas
esperanças mais belas, considera o amparo desse amigo certo que, em tempo
algum, te recusa bom ânimo.
Ante a queda iminente na irritação, capaz de induzir-te à delinqüência,
refugia-te no clima desse doador de serenidade que te guarda o coração nas
bênçãos da paz.
Ante as sugestões do desequilíbrio emotivo, suscetíveis de te impulsionarem
a esquecer encargos que assumiste, reflete no mentor abnegado que jamais te
nega defesa, para que usufruas a tranqüilidade de consciência.
Ante prejuízos, muitas vezes causados por amigos aos quais empenhaste
generosidade e confiança, medita nesse protetor magnânimo que nunca te
desampara e que promove, em teu favor, sempre que necessário, os recursos
preciosos à recuperação de que careças.
Ante acusações daqueles que se te fazem adversários gratuitos,
amargurando-te os dias, eleva-te em pensamento ao instrutor infatigável que
sempre te convida à tolerância e ao perdão.
Ante as crises da existência que te surgiram revolta e desespero, recorda o
mestre da paciência que te resguarda constantemente na certeza de que não há
problemas sem solução para quem trabalha e serve para o bem sem perder a
esperança.
Ante os desgostos e contratempos que te sejam impostos pelos entes amados,
não te emaranhes no cipoal das afeições possessivas, refletindo no
companheiro que te ama desinteressadamente muito antes que te decidisses a
conhecê-lo.
E quando perguntares quem será esse alguém que nunca te desampara e que te
garante a vida, em nome de Deus, deixa que os teus ouvidos se recolham aos
recessos da própria alma e escutarás o coração a dizer-te na intimidade da
consciência que esse alguém é Jesus.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

41
DA GENTILEZA :
O PODER DA GENTILEZA
Neio Lúcio
Eminente professor negro, interessado em fundar uma escola num bairro pobre,
onde centenas de crianças desamparadas cresciam sem o benefício das letras, foi
recebido pelo prefeito da cidade que lhe disse imperativamente, depois de ouvir-lhe o
plano:
- A lei e a bondade nem sempre podem estar juntas. Organize uma casa e
autorizaremos a providência.
- Mas doutor, não dispomos de recursos... – considerou o benfeitor dos meninos
desprotegidos.
- Que fazer?
- De qualquer modo, cabe-nos amparar os pequenos analfabetos.
O prefeito reparou-lhe demoradamente a figura humilde, fez um riso escarninho
e acrescentou:
- O senhor não pode intervir na administração.
O professor muito triste, retirou-se e passou a tarde e a noite daquele sábado,
pensando, pensando...
Domingo, muito cedo saiu a passear, sob as grandes árvores, na direção de
antigo mercado.
Ia comentando, na oração silenciosa:
- Meu Deus como agir? Não receberemos um pouso para as criancinhas,
Senhor?
Absorvido na meditação, atingiu o mercado e entrou.
O movimento era enorme.
Muitas compras. Muita gente.
Certa senhora, de apresentação distinta, aproximou-se dele e tomando-o por
servidor vulgar, de mãos desocupadas e cabeça vazia, exclamou:
- Meu velho, venha cá.
O professor acompanhou-a sem vacilar.
À frente dum saco enorme, em que se amontoavam mais de trinta quilos de
verdura, a matrona recomendou:
- Traga-me esta encomenda.
Colocou ele o fardo às costas e seguiu-a.
Caminharam seguramente uns quinhentos metros e penetraram elegante
vivenda, onde a senhora voltou a solicitar:
- Tenho visitas hoje. Poderá ajudar-me no serviço geral?
- Perfeitamente – respondeu o interpelado -, dê suas ordens.
Ela indicou pequeno pátio e determinou-lhe a preparação de meio metro de
lenha para o fogão.
Empunhando o machado, o educador, com esforço, rachou algumas toras. Findo
o serviço, foi chamado para retificar a chaminé. Consertou-a com sacrifício da própria
roupa. Sujo de pó escuro, da cabeça aos pés, recebeu ordens de buscar um peru assado,
a distância de dois quilômetros. Pôs-se a caminho, trazendo o grande prato em pouco
tempo. Logo mais, atirou-se à limpeza de extenso recinto em que se efetuaria lauto
almoço.
Nas primeiras horas da tarde, sete pessoas davam entrada no fidalgo domicílio.
Entre elas, relacionava-se o prefeito que anotou a presença do visitante da véspera,
apresentando ao seu gabinete por autoridades respeitáveis. Reservadamente, indagou
sua irmã, que era a dona da casa, quanto ao novo conhecimento, conversando ambos na
surdina.
Ao fim do dia, a matrona distinta e autoritária, com visível desapontamento,
veio ao servo improvisado e pediu o preço dos trabalhos.
- Não pense nisto – respondeu com sinceridade -, tive muito prazer em ser-lhe
útil.
No dia imediato, contudo, a dama da véspera procurou-o, na sua casa modesta
em que se hospedava e, depois de rogar-lhe desculpas, anunciou-lhe a concessão de
amplo edifício, destinado à escola que pretendia estabelecer. As crianças usariam o
patrimônio à vontade e o prefeito autorizaria a providência com satisfação.
Deixando transparecer nos olhos úmidos a alegria e o reconhecimento que lhe
reinavam nalma, o professor agradeceu e beijou-lhe as mãos, respeitoso.
A bondade dele vencera os impedimentos legais.
O exemplo é mais vigoroso que a argumentação.
A gentileza está revestida, em toda parte, de glorioso poder.
-*-
Se pretendes o caminho
Da vida que afeiçoa,
Trabalha , incessantemente,
Aprende, serve e perdoa.
Casimiro Cunha
-*-
A vida se classifica
Por essa base singela:
Quanto mais útil, mais rica,
Quanto mais simples, mais bela.
Marcelo Gama
-*-
Sua generosidade chamará a bondade alheia em seu socorro.
André Luiz


IDEIAS E
ILUSTRAÇÕES
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Ditados por
Espíritos Diversos

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Encontro Euripedes Barsanulfo

No último domingo, dia cinco de junho, foi realizado na Fraternidade Oficina do Amor o 21 Encontro sobre a vida e a obra de Eurípedes Barsanulfo.
O tema central do encontro deste ano foi a liderança.
Conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra deste que é um exemplo de cristão, que manteve sempre a fé, a crença inabalável que demonstrou, mesmo nos momentos de provas, já seria o suficiente. Mas a equipe do CELD, que nos brindou com os estudos, nos trouxe reflexões a respeito do modelo de liderança exercido por Eurípedes, que era o mesmo modelo exercido por Jesus.
O que nos fez nos indagar que líder nós somos? Sim, porque em algum momento todos nós exercemos certa liderança, e podemos fazê-lo através do poder ou do amor, usar a liderança para elevar o irmão ou para demonstrar nossa pseudo superioridade, foram vários questionamentos levantados nos diversos textos e casos, mas no final a certeza que temos que liderar pelo exemplo e amor, conforme ensinado por Cristo.
Obrigado a todos que estiveram presentes, aos trabalhadores do CELD que prepararam e apresentaram o estudo e aos trabalhadores da FOA que se empenharam para proporcionar o apoio logístico necessário ao evento.

“Não vale a pena andar a pregar em qualquer lugar a menos que a nossa caminhada é a nossa pregação.”
- São Francisco de Assis

domingo, 5 de junho de 2011

VISITA DA MOCIDADE DO CE ANDRE LUIZ







A Mocidade Espírita Leopoldo Machado recebeu, neste domingo, a visita da Mocidade Espírita do Centro Espírita André Luiz. A visita foi uma preparação para o Encontro das Mocidades de Nova Iguaçu,que acontecerá em agosto, onde as duas juntas apresentarão um documentário sobre A Calamidade na Visão Espírita.
A visita aconteceu em clima de alegria e harmonia, dando mostra de como será o Encontro em agosto....

sábado, 4 de junho de 2011

Primeira liquidação do bazar Florentina




Ocorreu hoje, e foi um sucesso, a primeira grande liquidação do bazar Florentina.
O evento serve para proporcionar a todos a compra de roupas de qualidade a um preço acessível, a casa de angariar fundos para as sua despesas e aos trabalhadores para mais um dia de atividade e muita satisfação.
Hoje os trabalhadores ainda foram brindados com um presente especial, o caldo verde da Maggie....
A Fraternidade Oficina do Amor agradece a todos que ajudaram trabalhando, comprando ou doando material....
Convite ao perdão
 
Francisco Cândido Xavier foi um homem que viveu semeando a palavra do Cristo. Através das suas atitudes, pregou a paz e ensinou a caridade. Sua vida foi um exemplo de conduta cristã.
Médium, viveu por noventa e dois anos, foi desprezado por muitos e durante sua vida sofreu ofensas e insultos, tendo passado imune a tudo.
Em uma de suas muitas frases que ficaram registradas, ele disse:
Graças a Deus, não me lembro de ter revidado a menor ofensa que sofri, certamente objetivando, todas elas, o meu aprendizado. E não me recordo de que tenha, conscientemente, magoado a quem quer que fosse.
Esta frase nos faz refletir sobre a forma como agimos diante das ofensas que sofremos. No cotidiano, nos deparamos com situações que põem à prova a nossa conduta.
São os olhares de desprezo ou de inveja. As palavras que ferem, humilham, magoam. As indelicadezas e os gestos que perturbam e ofendem.
São também as atitudes contínuas de omissão, de abandono dos deveres, ou de opressão, que acontecem entre irmãos, casais, pais e filhos, que vão se somando e se transformando em imensas mágoas.
É comum vermos famílias desestruturadas pelo cultivo da raiva, do rancor e da indelicadeza. Enfim, vemos com frequência, relações se esvaindo pela ausência do perdão.
Seja qual for a gravidade do ato infeliz que nos atinja, enxerguemos o outro, que nos fere e magoa, como alguém que pode estar enfermo e precisando de ajuda.
E como escolhemos agir diante de quem nos ofende?
Quando procedemos da mesma forma que o outro, entrando na sua sintonia, revidando, seja com palavras ou com atitudes, estaremos deixando que o outro dite a nossa conduta.
Estaremos nos equiparando àquele que cometeu o gesto desequilibrado.
É certo que ficamos tristes quando alguém nos ofende, mas o que deveria mesmo nos entristecer, é quando somos nós os ofensores.
Trabalhar o perdão ao próximo, assim como o autoperdão, é um exercício diário que podemos nos propor. Todos nós somos capazes de perdoar.
Não nos esqueçamos de que, por diversas vezes, nós é que desejamos ser perdoados.
Temos que começar relevando e perdoando as leves ofensas, para que estejamos preparados, quando nos depararmos com situações mais delicadas que nos exijam essa virtude.
Perdoar também é doar. Ao perdoar estaremos doando   entendimento,  paciência, compreensão e o amor que purifica. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada.
Mas o perdão não é o esquecimento do fato. Por vezes, torna-se difícil eliminar da memória uma atitude que tenha nos ferido.
Perdoar é cessar de ter raiva, é deixar de nutrir em nós o ressentimento pela pessoa que nos causou a dor ou o gesto infeliz que nos atingiu.
Perdoar acalma, liberta, traz paz e harmonia às nossas vidas.
O verdadeiro perdão é aquele que vem do coração e não dos lábios.
Façamo-nos hoje o convite para que deixemos que o perdão triunfe sobre a mágoa e o ressentimento.
Redação do Momento Espírita.
Em 03.06.2011.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

DA ABNEGAÇÃO: O EXEMPLO DA FONTE

Meimei
Um estudante da sabedoria, rogando ao seu instrutor lhe explicasse qual a
melhor maneira de livrar-se do mal, foi por ele conduzido a uma fonte que deslizava,
calma e cristalina, e, seguindo-lhe o curso, observou:
- Veja o exemplo da fonte, que auxilia a todos, sem perguntar, e que nunca se
detém até alcançar a grande comunhão com o oceano. Junto dela crescem as plantas de
toda a sorte, e em suas águas dessedentam-se animais de todos os tipos e feitios.
Enquanto caminhavam, um pequeno atirou duas pedras a corrente e as águas
as engoliram em silêncio, prosseguindo para diante.
- Reparou? - disse o mentor amigo - a fonte não se insurgiu contra as pedradas.
Recebeu-as com paciência e seguiu trabalhando.
Mais à frente, viram grosso canal de esgoto arremessando detritos no corpo alvo
das águas, mas a corrente absorvia o lodo escuro, sem reclamações, e avançava sempre.
O professor comentou para o aprendiz:
- A fonte não se revolta contra a lama que lhe atiram a face. Recolhe-a sem
gritos e transforma-a em benefícios para a terra necessitada de adubo.
Adiante ainda, notaram que, enquanto andorinhas se banhavam, lépidas, feios
sapos penetravam também a corrente e pareciam felizes em alegres mergulhos.
As águas amparavam a todos sem a mínima queixa.
O bondoso mentor indicou o lindo quadro ao discípulo e terminou:
- Assinalemos o exemplo da fonte e aprenderemos a libertar-nos de qualquer
cativeiro, porque, em verdade, só aqueles que marcham para diante, com o trabalho que
Deus lhes confia, sem se ligarem as sugestões do mal, conseguem vencer dignamente na
vida, garantindo, em favor de todos, as alegrias do Bem Eterno.

-x-

Caridade, a lei do bem,
Aqui, além, acolá,
Tanto dá, quanto mais tem,
Tanto mais tem quanto dá.
Antônio Sales

-x-

Amor é devotamento.
Nem sempre só bem-querer.
Bendito aquele que dá
Sem pensar em receber.
Sabino Batista

-x-

A renúncia será um privilégio para você.
André Luiz


IDEIAS E
ILUSTRAÇÕES
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Ditados por
Espíritos Diversos