Todas as coisas, na Terra,
passam...
Os dias de dificuldades,
passarão...
Passarão também
os dias de amargura
e solidão...
As dores e as lágrimas
passarão.
As frustrações
que nos fazem chorar...
um dia passarão.
A saudade do ser querido
que está longe, passará.
Dias de tristeza...
Dias de felicidade...
São lições necessárias que,
na Terra, passam,
deixando no espírito imortal
as experiências acumuladas.
Se hoje, para nós,
é um desses dias
repletos de amargura,
paremos um instante.
Elevemos
o pensamento ao Alto,
e busquemos a voz suave
da Mãe amorosa
a nos dizer carinhosamente:
isso também passará...
E guardemos a certeza,
pelas próprias dificuldades
já superadas,
que não há mal
que dure para sempre.
O planeta Terra,
semelhante
a enorme embarcação,
às vezes parece
que vai soçobrar
diante das turbulências
de gigantescas ondas.
Mas isso também passará,
porque Jesus está
no leme dessa Nau,
e segue com o olhar sereno
de quem guarda a certeza
de que a agitação
faz parte do roteiro
evolutivo da humanidade,
e que um dia também passará...
Ele sabe que a Terra
chegará a porto seguro,
porque essa é a sua destinação.
Assim,
façamos a nossa parte
o melhor que pudermos,
sem esmorecimento,
e confiemos em Deus,
aproveitando cada segundo,
cada minuto que, por certo...
também passarão..."
" Tudo passa..........exceto DEUS!"
Deus é o suficiente!
Chico Xavier - Emmanuel
domingo, 29 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
O rico vigilante
Tiago, o mais velho, em explanação preciosa, falou sobre as ânsias de riqueza, tão comuns
em todos os mortais, e, findo o interessante debate doméstico, Jesus comentou sorridente:
— Um homem temente a Deus e consagrado a retidão, leu muitos conselhos alusivos à
prudência, e deliberou trabalhar, com afinco, de modo a reter um tesouro com que pudesse
beneficiar a família. Depois de sentidas orações, meteu-se em várias empresas, aflito por alcançar
seus fins. E, por vinte anos consecutivos, ajuntou moeda sobre moeda, formando o patrimônio
de alguns milhões.
Quando parou de agir, a fim de apreciar a sua obra, reconheceu, com desapontamento,
que todos os quadros da própria vida se haviam alterado, sem que ele mesmo percebesse.
O lar, dantes simples e alegre, adquirira feição sombria. A esposa fizera-se escrava de mil
obrigações destinadas a matar o tempo; os filhos cochichavam entre si, consultando sobre a
herança que a morte do pai lhes reservaria; a amizade fiel desertara; os vizinhos, acreditando-o
completamente feliz, cercaram-no de inveja e ironia; as autoridades da localidade em que vivia
obrigavam-no a dobradas atitudes de artifício, em desacordo com a sinceridade do seu coração.
Os negociantes visitavam-no, a cada instante, propondo-lhe transações criminosas ou descabidas;
servidores bajulavam-no, com declarado fingimento quando ao lado de seus ouvidos,
para lhe amaldiçoarem o nome, por trás de portas semicerradas. Em razão de tantos distúrbios,
era compelido a transformar a residência numa fortaleza, vigiando-se contra tudo e contra todos.
Sobrava-lhe tempo, agora, para registrar as moléstias do corpo e raramente passava algum
dia sem as irritações do estômago ou sem dores de cabeça.
Em poucas semanas de meticulosa observação, concluiu que a fortuna trancafiada no cofre
era motivo de desilusões e arrependimentos sem termo.
Em certa noite, porque não mais tolerasse as preocupações obcecantes do novo estado,
orou em lágrimas, suplicando a inspiração do Senhor. Depois da comovente rogativa, eis que
um anjo lhe aparece na tela evanescente do sonho e lhe diz, compadecido:
— Toda fortuna que corre, à maneira das águas cristalinas da fonte, é uma bênção viva,
mas toda riqueza, em repouso inútil, é poço venenoso de águas estagnadas... Por que exigiste
um rio, quando o simples copo d’água te sacia a sede? Como te animaste a guardar, ao redor
de ti, celeiros tão recheados, quando alguns grãos de trigo te bastam à refeição? Que motivos
te induziram a amontoar centenas de peles, em torno do lar, quando alguns fragmentos de lã te
aquecem o corpo, em trânsito para o sepulcro?... Volta e converte a tua arca de moedas em
cofre milagroso de salvação! Estende os júbilos do trabalho, cria escolas para a sementeira da
luz espiritual e improvisa a alegria a muitos! Somente vale o dinheiro da Terra pelo bem que
possa fazer!
Sob indizível espanto, o caçador de outro despertou transformado e, do dia seguinte em
diante, passou a libertar as suas enormes reservas, para que todos os seus vizinhos tivessem
junto dele, as bênçãos do serviço e do bom ânimo...
Desde o primeiro sinal de semelhante renovação, a esposa fixou-o com estranheza e revolta,
os filhos odiaram-no e os seus próprios beneficiados o julgaram louco; todavia, robustecido
e feliz, o milionário vigilante voltou a possuir no domicílio um santuário aberto e os gênios
da alegria oculta passaram a viver em seu coração.
Silenciando o Mestre, Tiago, que comandava a palestra da noite, exclamou, entusiasta:
— Senhor, que ensinamento valioso e sublime!...
Jesus sorriu e respondeu:
— Sim, mas apenas para aqueles que tiverem “ouvidos de ouvir” e “olhos de ver”.
Jesus no Lar Pelo
Espírito de Neio Lúcio
Franciso C Xavier
em todos os mortais, e, findo o interessante debate doméstico, Jesus comentou sorridente:
— Um homem temente a Deus e consagrado a retidão, leu muitos conselhos alusivos à
prudência, e deliberou trabalhar, com afinco, de modo a reter um tesouro com que pudesse
beneficiar a família. Depois de sentidas orações, meteu-se em várias empresas, aflito por alcançar
seus fins. E, por vinte anos consecutivos, ajuntou moeda sobre moeda, formando o patrimônio
de alguns milhões.
Quando parou de agir, a fim de apreciar a sua obra, reconheceu, com desapontamento,
que todos os quadros da própria vida se haviam alterado, sem que ele mesmo percebesse.
O lar, dantes simples e alegre, adquirira feição sombria. A esposa fizera-se escrava de mil
obrigações destinadas a matar o tempo; os filhos cochichavam entre si, consultando sobre a
herança que a morte do pai lhes reservaria; a amizade fiel desertara; os vizinhos, acreditando-o
completamente feliz, cercaram-no de inveja e ironia; as autoridades da localidade em que vivia
obrigavam-no a dobradas atitudes de artifício, em desacordo com a sinceridade do seu coração.
Os negociantes visitavam-no, a cada instante, propondo-lhe transações criminosas ou descabidas;
servidores bajulavam-no, com declarado fingimento quando ao lado de seus ouvidos,
para lhe amaldiçoarem o nome, por trás de portas semicerradas. Em razão de tantos distúrbios,
era compelido a transformar a residência numa fortaleza, vigiando-se contra tudo e contra todos.
Sobrava-lhe tempo, agora, para registrar as moléstias do corpo e raramente passava algum
dia sem as irritações do estômago ou sem dores de cabeça.
Em poucas semanas de meticulosa observação, concluiu que a fortuna trancafiada no cofre
era motivo de desilusões e arrependimentos sem termo.
Em certa noite, porque não mais tolerasse as preocupações obcecantes do novo estado,
orou em lágrimas, suplicando a inspiração do Senhor. Depois da comovente rogativa, eis que
um anjo lhe aparece na tela evanescente do sonho e lhe diz, compadecido:
— Toda fortuna que corre, à maneira das águas cristalinas da fonte, é uma bênção viva,
mas toda riqueza, em repouso inútil, é poço venenoso de águas estagnadas... Por que exigiste
um rio, quando o simples copo d’água te sacia a sede? Como te animaste a guardar, ao redor
de ti, celeiros tão recheados, quando alguns grãos de trigo te bastam à refeição? Que motivos
te induziram a amontoar centenas de peles, em torno do lar, quando alguns fragmentos de lã te
aquecem o corpo, em trânsito para o sepulcro?... Volta e converte a tua arca de moedas em
cofre milagroso de salvação! Estende os júbilos do trabalho, cria escolas para a sementeira da
luz espiritual e improvisa a alegria a muitos! Somente vale o dinheiro da Terra pelo bem que
possa fazer!
Sob indizível espanto, o caçador de outro despertou transformado e, do dia seguinte em
diante, passou a libertar as suas enormes reservas, para que todos os seus vizinhos tivessem
junto dele, as bênçãos do serviço e do bom ânimo...
Desde o primeiro sinal de semelhante renovação, a esposa fixou-o com estranheza e revolta,
os filhos odiaram-no e os seus próprios beneficiados o julgaram louco; todavia, robustecido
e feliz, o milionário vigilante voltou a possuir no domicílio um santuário aberto e os gênios
da alegria oculta passaram a viver em seu coração.
Silenciando o Mestre, Tiago, que comandava a palestra da noite, exclamou, entusiasta:
— Senhor, que ensinamento valioso e sublime!...
Jesus sorriu e respondeu:
— Sim, mas apenas para aqueles que tiverem “ouvidos de ouvir” e “olhos de ver”.
Jesus no Lar Pelo
Espírito de Neio Lúcio
Franciso C Xavier
sexta-feira, 27 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
O ALIMENTO ESPIRITUAL
Nunca estarás a sós.
Ante a névoa das lágrimas, quando a incompreensão de outrem te agite os
sentimentos, lembra-te de alguém que sempre te oferece entendimento e
conforto.
Ante a deserção de pessoas queridas, quando mais necessitavas de presença e
segurança, pensa nesse benfeitor oculto que jamais te abandona.
Ante as ameaças do desânimo, nos obstáculos para a concretização de tuas
esperanças mais belas, considera o amparo desse amigo certo que, em tempo
algum, te recusa bom ânimo.
Ante a queda iminente na irritação, capaz de induzir-te à delinqüência,
refugia-te no clima desse doador de serenidade que te guarda o coração nas
bênçãos da paz.
Ante as sugestões do desequilíbrio emotivo, suscetíveis de te impulsionarem
a esquecer encargos que assumiste, reflete no mentor abnegado que jamais te
nega defesa, para que usufruas a tranqüilidade de consciência.
Ante prejuízos, muitas vezes causados por amigos aos quais empenhaste
generosidade e confiança, medita nesse protetor magnânimo que nunca te
desampara e que promove, em teu favor, sempre que necessário, os recursos
preciosos à recuperação de que careças.
Ante acusações daqueles que se te fazem adversários gratuitos,
amargurando-te os dias, eleva-te em pensamento ao instrutor infatigável que
sempre te convida à tolerância e ao perdão.
Ante as crises da existência que te surgiram revolta e desespero, recorda o
mestre da paciência que te resguarda constantemente na certeza de que não há
problemas sem solução para quem trabalha e serve para o bem sem perder a
esperança.
Ante os desgostos e contratempos que te sejam impostos pelos entes amados,
não te emaranhes no cipoal das afeições possessivas, refletindo no
companheiro que te ama desinteressadamente muito antes que te decidisses a
conhecê-lo.
E quando perguntares quem será esse alguém que nunca te desampara e que te
garante a vida, em nome de Deus, deixa que os teus ouvidos se recolham aos
recessos da própria alma e escutarás o coração a dizer-te na intimidade da
consciência que esse alguém é Jesus.
(De: Algo Mais - Chico Xavier/Emmanuel)
Ante a névoa das lágrimas, quando a incompreensão de outrem te agite os
sentimentos, lembra-te de alguém que sempre te oferece entendimento e
conforto.
Ante a deserção de pessoas queridas, quando mais necessitavas de presença e
segurança, pensa nesse benfeitor oculto que jamais te abandona.
Ante as ameaças do desânimo, nos obstáculos para a concretização de tuas
esperanças mais belas, considera o amparo desse amigo certo que, em tempo
algum, te recusa bom ânimo.
Ante a queda iminente na irritação, capaz de induzir-te à delinqüência,
refugia-te no clima desse doador de serenidade que te guarda o coração nas
bênçãos da paz.
Ante as sugestões do desequilíbrio emotivo, suscetíveis de te impulsionarem
a esquecer encargos que assumiste, reflete no mentor abnegado que jamais te
nega defesa, para que usufruas a tranqüilidade de consciência.
Ante prejuízos, muitas vezes causados por amigos aos quais empenhaste
generosidade e confiança, medita nesse protetor magnânimo que nunca te
desampara e que promove, em teu favor, sempre que necessário, os recursos
preciosos à recuperação de que careças.
Ante acusações daqueles que se te fazem adversários gratuitos,
amargurando-te os dias, eleva-te em pensamento ao instrutor infatigável que
sempre te convida à tolerância e ao perdão.
Ante as crises da existência que te surgiram revolta e desespero, recorda o
mestre da paciência que te resguarda constantemente na certeza de que não há
problemas sem solução para quem trabalha e serve para o bem sem perder a
esperança.
Ante os desgostos e contratempos que te sejam impostos pelos entes amados,
não te emaranhes no cipoal das afeições possessivas, refletindo no
companheiro que te ama desinteressadamente muito antes que te decidisses a
conhecê-lo.
E quando perguntares quem será esse alguém que nunca te desampara e que te
garante a vida, em nome de Deus, deixa que os teus ouvidos se recolham aos
recessos da própria alma e escutarás o coração a dizer-te na intimidade da
consciência que esse alguém é Jesus.
(De: Algo Mais - Chico Xavier/Emmanuel)
quinta-feira, 19 de maio de 2011
DO MEDO : O GOLPE DE VENTO
Hilário Silva
Ali, na solidão do quarto de estudo, Joanino Garcia descerrara a grande janela, à
procura de ar fresco.
Repousara minutos breves.
Agora, porém, acreditava ter chegado ao fim.
Julgara haver lido numa obra de clínica médica a própria sentença de morte.
Facilmente sugestionável, há muito vinha dando imenso trabalho ao médico.
E, não obstante espírita convicto, deixava-se levar por impressões.
Em menos de dois anos, sentira-se vitimado por sintomas diversos.
A princípio, dominado por bronquite rebelde, compulsara um livro sobre
tuberculose e supusera-se viveiro dos bacilos de Koch.
Tempo e dinheiro foram gastos em exames e chapas.
Entretanto, mal não acabara de se convencer do contrário, quando, numa noite,
ao sentir-se trêmulo, sob o efeito de determinada droga, começou a estudar a doença de
Parkinson e foi nova luta para que lhe desanuviasse o crânio.
Joanino mostrara-se contente, por alguns dias; entretanto, uma intoxicação
alterou-lhe a pele e ei-lo crente de que fora atacado pela púrpura hemorrágica,
obrigando o médico e a família a difícil trabalho de exoneração mental.
Naquele instante, contudo, via-se derrotado.
Experimentando muita dor, buscara o consultório na antevéspera e o clínico
amigo descobrira uma artrite reumatóide, recomendando cuidados especiais.
No grande sofá, depois de leve refeição, ao sentir pontadas relampagueantes no
ombro esquerdo, tomou o livro de anotações médicas e abriu no capítulo alusivo à
moléstia que lhe fora diagnosticada.
Antes de iniciar a leitura, levantou-se com dificuldade, para um gole d’água,
tentando aliviar as agulhadas nervosas, e não viu que o vento virara as folhas do
volume.
Voltando, sobressaltado leu nas primeiras linhas da página:
- “A moléstia assume a forma de dor pungente e agonizante. Geralmente a crise
perdura por segundos e termina com a morte. Sofrimento agudo e invencível. A dor
começa no ombro esquerdo a refletir-se na superfície flexora do braço esquerdo até às
pontas dos dedos médios”.
Joanino rendeu-se.
Quis gritar, pedir socorro, mas “a dor agonizante”, ali referida, crescia
assustadora.
Pensou na mulher e nos quatro filhinhos.
Suava.
Afligia-se como que sufocado.
Não podendo resistir, por mais tempo, aos próprios pensamentos concentrados
na idéia da desencarnação, rendeu-se à morte.
Despertando, porém, fora do corpo de carne, afogado em preocupações, ao pé
dos familiares em chorosa gritaria, viu o benfeitor espiritual que velava habitualmente
por ele.
O amigo abraçou-o emocionado, e falou:
- É lamentável que você tenha vindo antes do tempo...
38
- Como assim? – respondeu Garcia, arrasado. – Li os sintomas derradeiros de
minha enfermidade.
- Houve engano – explicou o instrutor – os apontamentos do livro reportavamse
à angina de peito e não à artrite reumatóide como a sua leitura fez supor. A corrente
de ar virou a página do livro. Você possuía, em verdade, um processo anginoso, mas
com catorze anos de sobrevida... Entretanto, com o peso de sua tensão mental...
Só aí Joanino veio a saber que morrera, de modo prematuro, em razão da
sensibilidade excessiva, ante a leitura alterada por ligeiro golpe de vento.
-*-
Marujo domina o mar
Remando contra a maré.
Sem sofrimento na vida, ninguém sabe se tem fé.
Teotônio Freire
-*-
Teme apenas a ti mesmo
Na esfera do teu dever.
Quem se amedronta consigo
Nada mais tem a temer.
Casimiro Cunha
-*-
Para o homem iluminado a estrada não tem sombras.
Mariano José Pereira da Fonseca
IDEIAS E
ILUSTRAÇÕES
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Ditados por
Espíritos Diversos
Ali, na solidão do quarto de estudo, Joanino Garcia descerrara a grande janela, à
procura de ar fresco.
Repousara minutos breves.
Agora, porém, acreditava ter chegado ao fim.
Julgara haver lido numa obra de clínica médica a própria sentença de morte.
Facilmente sugestionável, há muito vinha dando imenso trabalho ao médico.
E, não obstante espírita convicto, deixava-se levar por impressões.
Em menos de dois anos, sentira-se vitimado por sintomas diversos.
A princípio, dominado por bronquite rebelde, compulsara um livro sobre
tuberculose e supusera-se viveiro dos bacilos de Koch.
Tempo e dinheiro foram gastos em exames e chapas.
Entretanto, mal não acabara de se convencer do contrário, quando, numa noite,
ao sentir-se trêmulo, sob o efeito de determinada droga, começou a estudar a doença de
Parkinson e foi nova luta para que lhe desanuviasse o crânio.
Joanino mostrara-se contente, por alguns dias; entretanto, uma intoxicação
alterou-lhe a pele e ei-lo crente de que fora atacado pela púrpura hemorrágica,
obrigando o médico e a família a difícil trabalho de exoneração mental.
Naquele instante, contudo, via-se derrotado.
Experimentando muita dor, buscara o consultório na antevéspera e o clínico
amigo descobrira uma artrite reumatóide, recomendando cuidados especiais.
No grande sofá, depois de leve refeição, ao sentir pontadas relampagueantes no
ombro esquerdo, tomou o livro de anotações médicas e abriu no capítulo alusivo à
moléstia que lhe fora diagnosticada.
Antes de iniciar a leitura, levantou-se com dificuldade, para um gole d’água,
tentando aliviar as agulhadas nervosas, e não viu que o vento virara as folhas do
volume.
Voltando, sobressaltado leu nas primeiras linhas da página:
- “A moléstia assume a forma de dor pungente e agonizante. Geralmente a crise
perdura por segundos e termina com a morte. Sofrimento agudo e invencível. A dor
começa no ombro esquerdo a refletir-se na superfície flexora do braço esquerdo até às
pontas dos dedos médios”.
Joanino rendeu-se.
Quis gritar, pedir socorro, mas “a dor agonizante”, ali referida, crescia
assustadora.
Pensou na mulher e nos quatro filhinhos.
Suava.
Afligia-se como que sufocado.
Não podendo resistir, por mais tempo, aos próprios pensamentos concentrados
na idéia da desencarnação, rendeu-se à morte.
Despertando, porém, fora do corpo de carne, afogado em preocupações, ao pé
dos familiares em chorosa gritaria, viu o benfeitor espiritual que velava habitualmente
por ele.
O amigo abraçou-o emocionado, e falou:
- É lamentável que você tenha vindo antes do tempo...
38
- Como assim? – respondeu Garcia, arrasado. – Li os sintomas derradeiros de
minha enfermidade.
- Houve engano – explicou o instrutor – os apontamentos do livro reportavamse
à angina de peito e não à artrite reumatóide como a sua leitura fez supor. A corrente
de ar virou a página do livro. Você possuía, em verdade, um processo anginoso, mas
com catorze anos de sobrevida... Entretanto, com o peso de sua tensão mental...
Só aí Joanino veio a saber que morrera, de modo prematuro, em razão da
sensibilidade excessiva, ante a leitura alterada por ligeiro golpe de vento.
-*-
Marujo domina o mar
Remando contra a maré.
Sem sofrimento na vida, ninguém sabe se tem fé.
Teotônio Freire
-*-
Teme apenas a ti mesmo
Na esfera do teu dever.
Quem se amedronta consigo
Nada mais tem a temer.
Casimiro Cunha
-*-
Para o homem iluminado a estrada não tem sombras.
Mariano José Pereira da Fonseca
IDEIAS E
ILUSTRAÇÕES
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Ditados por
Espíritos Diversos
quarta-feira, 18 de maio de 2011
A exaltação da cortesia
À frente da multidão de sofredores e desalentados, relacionou o Mestre as bem aventuranças,
destacando, com ênfase, a declaração de que os mansos herdariam a Terra.
A afirmativa, porém, soou entre os discípulos de maneira menos agradável.
Tal asserção não seria encorajamento à ociosidade mental?
Se o Evangelho reclamava espíritos valorosos na sementeira das verdades renovadoras,
como acomodar a promessa com a necessidade do destemor? Se o mal era atrevido e contundente,
em todos os climas e posições, como estabelecer o triunfo inadiável do bem através da
incapacidade de reagir, embora pacificamente?
Nessas interrogações imprecisas, reuniu-se a assembléia familiar no domicílio de Pedro.
Iniciados os comentários edificantes da noite, entreolhavam-se os discípulos entre a indagação
e a curiosidade.
O Divino Amigo parecia perceber os motivos da expectação, em torno, mas esperava,
sereno, que os seguidores se pronunciassem.
Foi então que Judas, rompendo o véu de respeito que aureolava a presença do Mestre,
inquiriu, loquaz:
— Senhor, por que atribuíste aos mansos a posse final da Terra? Os corações acovardados
gozarão de semelhante bênção? Os incapazes de testemunhar a fé, nos momentos graves
de luta e sacrifício, serão igualmente bem-aventurados?
Jesus não respondeu, de imediato.
Vagueou o olhar, através dos circunstantes, como a pedir-lhes a exposição de quaisquer
dúvidas que lhes povoassem a alma.
Pedro cobrou ânimo e perguntou:
— Sim, Mestre: se um malfeitor visitar-me a casa, não devo recordar-lhe os imperativos
do acatamento recíproco? Entregar-me-ei sem qualquer admoestação fraternal aos seus delituosos
caprichos, a pretexto de guardar a mansidão a que te referiste?
O Cristo sorriu, como tantas vezes, e enunciou, calmo:
— Enganaram-se todos, naturalmente. Eu não fiz o elogio da preguiça, que se mascara
de humildade, nem da covardia que se veste de cordura para melhor acomodar-se às conveniências
humanas. As criaturas que se afeiçoam a semelhantes artifícios sofrerão duramente os
instrumentos espirituais de que o mundo se utiliza para reajustar os caracteres tortuosos e indecisos.
Exaltei, na realidade, a cortesia de que somos credores uns dos outros. Bemaventurados
os homens de trato ameno que sabem usar a energia construtiva entre o gesto de
bondade e o verbo da compreensão! Bem-aventurados os filhos do equilíbrio e da gentileza
que aprendem a negar o mal, sem ferir o irmão ignorante que os solicita sem saber o que pede!
Abençoados os que repetem mil vezes a mesma lição, sem alarde, para que o próximo lhes
aproveite a influenciação na felicidade justa de todos! Bem-aventurados aqueles que sabem
tratar o rico e o pobre, o sábio e o inculto, o bom e o mau, com espírito de serviço e entendimento,
dando a cada um, de conformidade com os seus méritos e necessidades e deixando os
sinais de melhoria, de elevação, bem-estar e contentamento por onde cruzam! Em verdade vos
digo que a eles pertencerá o domínio espiritual da Terra, porque todo aquele que acolhe os
semelhantes, dentro das normas do amor e do respeito, é senhor dos corações que se aperfeiçoam
no mundo!
Alívio e alegria transbordaram do ânimo geral e, de olhos fitos, agora, nas águas imensas
do grande lago, o Senhor pediu a Mateus encerrasse o fraterno entendimento da noite, pronunciando
uma prece.
Jesus no Lar - Pelo Espírito de Neio Lúcio - Franciso C Xavier
destacando, com ênfase, a declaração de que os mansos herdariam a Terra.
A afirmativa, porém, soou entre os discípulos de maneira menos agradável.
Tal asserção não seria encorajamento à ociosidade mental?
Se o Evangelho reclamava espíritos valorosos na sementeira das verdades renovadoras,
como acomodar a promessa com a necessidade do destemor? Se o mal era atrevido e contundente,
em todos os climas e posições, como estabelecer o triunfo inadiável do bem através da
incapacidade de reagir, embora pacificamente?
Nessas interrogações imprecisas, reuniu-se a assembléia familiar no domicílio de Pedro.
Iniciados os comentários edificantes da noite, entreolhavam-se os discípulos entre a indagação
e a curiosidade.
O Divino Amigo parecia perceber os motivos da expectação, em torno, mas esperava,
sereno, que os seguidores se pronunciassem.
Foi então que Judas, rompendo o véu de respeito que aureolava a presença do Mestre,
inquiriu, loquaz:
— Senhor, por que atribuíste aos mansos a posse final da Terra? Os corações acovardados
gozarão de semelhante bênção? Os incapazes de testemunhar a fé, nos momentos graves
de luta e sacrifício, serão igualmente bem-aventurados?
Jesus não respondeu, de imediato.
Vagueou o olhar, através dos circunstantes, como a pedir-lhes a exposição de quaisquer
dúvidas que lhes povoassem a alma.
Pedro cobrou ânimo e perguntou:
— Sim, Mestre: se um malfeitor visitar-me a casa, não devo recordar-lhe os imperativos
do acatamento recíproco? Entregar-me-ei sem qualquer admoestação fraternal aos seus delituosos
caprichos, a pretexto de guardar a mansidão a que te referiste?
O Cristo sorriu, como tantas vezes, e enunciou, calmo:
— Enganaram-se todos, naturalmente. Eu não fiz o elogio da preguiça, que se mascara
de humildade, nem da covardia que se veste de cordura para melhor acomodar-se às conveniências
humanas. As criaturas que se afeiçoam a semelhantes artifícios sofrerão duramente os
instrumentos espirituais de que o mundo se utiliza para reajustar os caracteres tortuosos e indecisos.
Exaltei, na realidade, a cortesia de que somos credores uns dos outros. Bemaventurados
os homens de trato ameno que sabem usar a energia construtiva entre o gesto de
bondade e o verbo da compreensão! Bem-aventurados os filhos do equilíbrio e da gentileza
que aprendem a negar o mal, sem ferir o irmão ignorante que os solicita sem saber o que pede!
Abençoados os que repetem mil vezes a mesma lição, sem alarde, para que o próximo lhes
aproveite a influenciação na felicidade justa de todos! Bem-aventurados aqueles que sabem
tratar o rico e o pobre, o sábio e o inculto, o bom e o mau, com espírito de serviço e entendimento,
dando a cada um, de conformidade com os seus méritos e necessidades e deixando os
sinais de melhoria, de elevação, bem-estar e contentamento por onde cruzam! Em verdade vos
digo que a eles pertencerá o domínio espiritual da Terra, porque todo aquele que acolhe os
semelhantes, dentro das normas do amor e do respeito, é senhor dos corações que se aperfeiçoam
no mundo!
Alívio e alegria transbordaram do ânimo geral e, de olhos fitos, agora, nas águas imensas
do grande lago, o Senhor pediu a Mateus encerrasse o fraterno entendimento da noite, pronunciando
uma prece.
Jesus no Lar - Pelo Espírito de Neio Lúcio - Franciso C Xavier
terça-feira, 17 de maio de 2011
Ajude Sempre
Diante da noite, não acuse as trevas. Aprenda a fazer lume.
*
Em vão condenará você o pântano. Ajude-o a purificar-se.
*
No caminho pedregoso, não atire calhaus nos outros. Transforme os calhaus em obras úteis.
*
Não amaldiçoe o vozerio alheio. Ensine alguma lição proveitosa, com o silêncio.
*
Não adote a incerteza, perante as situações difíceis. Enfrente-as com a consciência limpa.
*
Debalde censurará você o espinheiro. Remova-o com bondade.
*
Não critique o terreno sáfaro. Ao invés disso, dê-lhe adubo.
*
Não pronuncie más palavras contra o deserto. Auxilie a cavar um poço sob a areia escaldante.
*
Não é vantagem desaprovar onde todos desaprovaram. Ampare o seu irmão com a boa palavra.
*
É sempre fácil observar o mal e identificá-lo. Entretanto, o que o Cristo espera de nós outros é a descoberta e o cultivo do bem para que o Divino Amor seja glorificado.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.
*
Em vão condenará você o pântano. Ajude-o a purificar-se.
*
No caminho pedregoso, não atire calhaus nos outros. Transforme os calhaus em obras úteis.
*
Não amaldiçoe o vozerio alheio. Ensine alguma lição proveitosa, com o silêncio.
*
Não adote a incerteza, perante as situações difíceis. Enfrente-as com a consciência limpa.
*
Debalde censurará você o espinheiro. Remova-o com bondade.
*
Não critique o terreno sáfaro. Ao invés disso, dê-lhe adubo.
*
Não pronuncie más palavras contra o deserto. Auxilie a cavar um poço sob a areia escaldante.
*
Não é vantagem desaprovar onde todos desaprovaram. Ampare o seu irmão com a boa palavra.
*
É sempre fácil observar o mal e identificá-lo. Entretanto, o que o Cristo espera de nós outros é a descoberta e o cultivo do bem para que o Divino Amor seja glorificado.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.
sábado, 14 de maio de 2011
DEUS
Eurípedes Barsanulfo
O Universo é obra inteligentíssima; obra que transcende a
mais genial inteligência humana; e, como todo efeito
inteligente tem uma causa inteligente, é forçoso inferir que a
do universo é superior a toda inteligência; é a inteligência das
inteligências; a causa das causas; a lei das leis; o princípio dos
princípios; a razão das razões; a consciências das consciências;
é Deus! Deus! Nome mil vezes santo, que Newton jamais
pronunciava sem se descobrir!
Ó Deus que vos revelais pela natureza, vossa filha e nossa
mãe, reconheço-vos eu, Senhor, na poesia da criação; na
criancinha que sorri; no ancião que tropeça; no mendigo que
implora; na mão que assiste; na mãe querida que vela; no pai
extremoso que instrui; no apóstolo abnegado que evangeliza
as multidões.
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor, no amor do esposo; no
afeto do filho; na estima da irmã; na justiça do justo; na
misericórdia do indulgente; na fé do homem piedoso; na
esperança dos povos; na caridade dos bons; na inteireza dos
íntegros. Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! no estro do vate;
na eloqüência do orador; na inspiração do artista; na santidade
do mestre; na sabedoria do filósofo e nos fogos eternos do
gênio!
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! na flor dos vergéis, na
relva dos vales; no matiz dos campos; na brisa dos prados; no
perfume das campinas; no murmúrio das fontes; no rumorejo
das franças; na música dos bosques; na placidez dos lagos; na
altivez dos montes; na amplidão dos oceanos e na majestade
do firmamento!
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! nos lindos antélios, no íris
multicor; nas auroras polares; no argênteo da Lua; no brilho do
Sol; na fulgência das estrelas; no fulgor das constelações!
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! na formação das
nebulosas; na origem dos mundos; na gênese dos sóis; no
berço das humanidades; na maravilha, no esplendor e no
sublime do Infinito!
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! com Jesus, quando ora:
"Pai nosso que estais nos céus..." ou com os anjos quando
cantam: "Glória a Deus nas alturas, Paz na Terra aos Homens e
Mulheres da Boa Vontade de Deus".
No proximo dia cinco de junho, de 08:30 as 13:00 horas, sera realizado, na Fraternidade Oficina do Amor, encontro sobre
a vida e obra de Euripedes Barsanulfo, oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a vida deste grande expoente
do espiritismo.
O Universo é obra inteligentíssima; obra que transcende a
mais genial inteligência humana; e, como todo efeito
inteligente tem uma causa inteligente, é forçoso inferir que a
do universo é superior a toda inteligência; é a inteligência das
inteligências; a causa das causas; a lei das leis; o princípio dos
princípios; a razão das razões; a consciências das consciências;
é Deus! Deus! Nome mil vezes santo, que Newton jamais
pronunciava sem se descobrir!
Ó Deus que vos revelais pela natureza, vossa filha e nossa
mãe, reconheço-vos eu, Senhor, na poesia da criação; na
criancinha que sorri; no ancião que tropeça; no mendigo que
implora; na mão que assiste; na mãe querida que vela; no pai
extremoso que instrui; no apóstolo abnegado que evangeliza
as multidões.
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor, no amor do esposo; no
afeto do filho; na estima da irmã; na justiça do justo; na
misericórdia do indulgente; na fé do homem piedoso; na
esperança dos povos; na caridade dos bons; na inteireza dos
íntegros. Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! no estro do vate;
na eloqüência do orador; na inspiração do artista; na santidade
do mestre; na sabedoria do filósofo e nos fogos eternos do
gênio!
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! na flor dos vergéis, na
relva dos vales; no matiz dos campos; na brisa dos prados; no
perfume das campinas; no murmúrio das fontes; no rumorejo
das franças; na música dos bosques; na placidez dos lagos; na
altivez dos montes; na amplidão dos oceanos e na majestade
do firmamento!
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! nos lindos antélios, no íris
multicor; nas auroras polares; no argênteo da Lua; no brilho do
Sol; na fulgência das estrelas; no fulgor das constelações!
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! na formação das
nebulosas; na origem dos mundos; na gênese dos sóis; no
berço das humanidades; na maravilha, no esplendor e no
sublime do Infinito!
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! com Jesus, quando ora:
"Pai nosso que estais nos céus..." ou com os anjos quando
cantam: "Glória a Deus nas alturas, Paz na Terra aos Homens e
Mulheres da Boa Vontade de Deus".
No proximo dia cinco de junho, de 08:30 as 13:00 horas, sera realizado, na Fraternidade Oficina do Amor, encontro sobre
a vida e obra de Euripedes Barsanulfo, oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a vida deste grande expoente
do espiritismo.
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