domingo, 30 de setembro de 2012

Maria de Magdala


Jesus almoçava na casa de Simão, rico fariseu e famoso por recepcionar pessoas ilustres.

Quase no fim do banquete ouviu-se gritos e vozes em alternação.

Era Maria de Magdala sendo impedida de chegar onde Ele estava... Ela olhou em derredor, como se procurasse alguém, e semi-enlouquecida, arrojou-se aos pés do Rabi.

Simão estava estupefado! Conhecia aquela mulher! Seu lar honrado acolhia uma mulher de má vida! Desejou expulsá-la. Intentou mesmo fazê-lo. Temeu, porém. Conhecia a coragem dela, a sua audácia, pois que se atrevera a chegar até alí...

Maria, no entanto, apenas via o Mestre, sentia-se esperançada, embora recém-saída do pantanal.

Refaria os caminhos. Lutaria!

As lágrimas saltavam-lhe os olhos e caíam sobre os pés dEle. Enxugava-os com a basta cabeleira. Quebrou o gargalo do vaso de alabastro que conduzia e derramou o ungüento nos pés do Rabi, balsamizando-os com piedoso carinho. O perfume de rara essência invadiu o recinto e ela prosseguiu repetindo o generoso gesto.

Ele não dizia nada, como se nada sentisse.

O almoço foi encerrado friamente. Os demais convidados faziam questão de não ocultar o falso constrangimento.

Entre dentes e irado, Simão resmungava:

*"- Se este fosse profeta bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora".

Jesus relanceou tranquilamente os olhos muito puros, e com serena entonação de voz, indagou:

"- Simão! Uma coisa tenho a dizer-te".

"- Dize-a, Mestre".

"- Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos e o outro cinquenta dinares. Não tendo eles com que pagar a dívida, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais?"

Simão sorriu pela primeira vez. Era astuto, hábil nos negócios. Instado à conversação direta, respondeu com alegria:

*"- Tenho para mim que é aquele à quem mais perdoou".

"- Julgaste bem".

O Rabi dirigiu o olhar à mulher sofredora e inquiriu Simão, outra vez:

*"- Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e tu não me deste água para os pés; mas esta mos regou com lágrimas e mos enxugou com os seus cabelos. Tu não me deste o ósculo, mas esta, desde que entrou, não cessa de me beijar os pés. Tu não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento... Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado, pouco ama".

Simão estava estarrecido. Não compreendia aquelas palavras claras, talvez pelo impacto das suas desordenadas emoções, onde arrogante e hipócrita, cria ser melhor e mais merecedor que a pecadora que lhe invadira a casa descaradamente.

Abriu desmesuradamente os olhos e fitou o Rabi.

O Mestre pôs-se de pé e oferecendo as mãos à pecadora, falou com doçura:

*"- Os teus pecados te são perdoados... vai-te em paz!"

Ela se levantara de um salto, exuberante de felicidade, e saiu como chegara: a correr.

Desapareceu de Magdala.

Todas as tardes, porém, na multidão, ajudando crianças enfermas, oferecendo olhos à cegos e mãos a trôpegos, arrependida e ansiosa pela própria renovação total, pôs-se a seguir Jesus de cidade em cidade, por onde Ele fosse...

Após a partida dEle, os próprios apóstolos lhe desprezaram. Deles ouviu frases de sarcasmo e zombaria pela sua antiga condição. Solitária e com a alma bordejando de amor, pôs-se a serviço no Vale dos Leprosos, o único lugar onde encontrou abrigo e carinho. Viveu entre eles, pregando o Evangelho e balsamizando suas feridas, por 30 anos, quando contraiu a doença e retirou-se da matéria, com o corpo atacado pela lepra, porém angelicalmente renovada e espiritualmente linda, sendo recebida pelo próprio Mestre.

De todos os personagens do Evangelho, Maria de Magdala foi aquela que conseguiu superar-se mais, diante da mensagem renovadora e amorosa do Cristo, tendo sempre a lembrança da frase que ouviu dEle, quando O viu pela primeira vez: "Há flores perfumadas e de brancura imaculada que espalham aroma sobre o lodo que lhes segura as raízes".

*Lucas (VII - 36 à 50).

terça-feira, 11 de setembro de 2012

3º Festival de Música Espírita

A Mocidade Professor Leopoldo Machado realizará o 3º Festival de Música Espírita, tendo como artista principal o cantor Allan Filho.  O evento será realizado no dia 06 de outubro, com início às 20h, na quadra da Fraternidade Oficina do Amor.
O ingresso custa dez reais e já se encontra à venda.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A CARIDADE E A ORAÇÃO


“O Centro Espírita Luiz Gonzaga” ia seguindo para a frente... Certa feita, 

alguns populares chegaram à reunião pedindo socorro para um cego 

acidentado. 

O pobre mendigo, mal guiado por um companheiro ébrio, caíra sob o 

viaduto da Central do Brasil, na saída de Pedro Leopoldo para Matozinhos, 

precipitando-se ao solo, de uma altura de quatro metros. 

O guia desaparecera e o cego vertia sangue pela boca. 

       Sozinho, sem ninguém... 

       Chico alugou pequeno pardieiro, onde o enfermo foi asilado para 

tratamento médico. 

       Curioso facultativo receitou, graciosamente.

       Mas o velhinho precisava de enfermagem. 

       O médium velava junto dele à noite, mas durante o dia precisava atender 

às próprias obrigações na condição de caixeiro do Sr. José Felizardo. 

       Havia, por essa época, 1928, uma pequena folha semanal, em Pedro 

Leopoldo. 

       E Chico providenciou para que fosse publicada uma solicitação, rogando o 

concurso de alguém que pudesse prestar serviços ao cego Cecílio, durante o 

dia, porque à noite, ele próprio se responsabilizaria pelo doente. 

       Alguém que pudesse ajudar. 

       Não importava que o auxílio viesse de espíritas, católicos ou ateus. 

       Seis dias se passaram sem que ninguém se oferecesse. 

       Ao fim da semana, porém, duas meretrizes muito conhecidas na cidade se 

apresentaram e disseram-lhe: 

       — Chico, lemos o pedido e aqui estamos. Se pudermos servir... 

       — Ah! como não? — replicou o médium — Entrem, irmãs! Jesus há de 

abençoar-lhes a caridade. 

       Todas as noites, antes de sair, as mulheres oravam com o Chico, ao pé do 

enfermo. 

       Decorrido um mês, quando o cego se restabeleceu, reuniram-se pela 

derradeira vez, em prece, com o velhinho feliz. 

       Quando o Chico terminou a oração de agradecimento a Jesus, os quatro 

choravam. 

       Então, uma delas disse ao médium: 

       — Chico, a prece modificou a nossa vida. Estamos a despedir-nos. 

Mudamo-nos para Belo Horizonte, a fim de trabalhar.

       E uma passou a servir numa tinturaria, desencarnando anos depois e a 

outra conquistou o título de enfermeira, vivendo, ainda hoje, respeitada e feliz. 


LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER 
Ramiro Gama 

No dia 26 de agosto, ocorrerá na FOA o encontro sobre Chico Xavier, com início às 08:30 hs, compareçam.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Dia de Deus


Pensando em Deus, pensa igualmente nos homens, nossos irmãos.

Detém-te, de modo especial, na simpatia e no amparo possível, em favor daqueles que se fizerem pais ou tutores.
As mães são sempre revelações angélicas de ternura, junto aos sonhos de cada filho, mas é preciso não esquecer que os pais também amam...
Esse perdeu a juventude, carregando as responsabilidades do lar; aquele se entregou a pesados sacrifícios, apagando a si mesmo, para que os filhos se titulassem com brilho na cultura terrestre; outros se escravizaram a filhinhos doentes; muitos foram banidos do refúgio doméstico, às vezes, pelos próprios descendentes, exilados que se acham em recantos de imaginário repouso, por trazerem a cabeça branca por fora, e, em muitas ocasiões alquebrada por dentro, sob a carga de lembranças difíceis que conservam em relação aos infortúnios que atravessaram para que a família sobrevivesse, e, ainda outros renunciaram à felicidade própria, a fim de se converterem nos guardais da alegria e da segurança de filhos alheios!...
Compadece-te de nossos irmãos, os homens, que não vacilaram em abraçar amargos compromissos, a benefício daqueles que lhes receberam os dons da vida.
Ainda mesmo aqueles que se transviaram ou enlouqueceram, sob a delinqüência, na maioria dos casos, nos merecem respeitoso apreço pelas nobres intenções que os fizeram cair.
A vida comunitária, na Terra de hoje, instituiu datas de homenagens às profissões e pessoas.
Lembrando isso, reconhecemos, por nós, que o Dia das Mães é o Dia do Amor, mas reconhecemos também que o Dia dos Pais é o Dia de Deus.
Pelo Espírito Emmanuel
XAVIER, Francisco Cândido. Seara de Fé. Espíritos Diversos. IDE.


A todos, um feliz Dia dos Pais, com muita paz e amor...  São os votos de toda FOA.

terça-feira, 17 de julho de 2012

ARRAIA DA FRATERNIDADE





       No ultimo sábado ocorreu mais uma edição do Arraiá da Fraternidade, desta vez organizado exclusivamente para as nossas crianças.  
         Não faltou de nada, muita diversão, gostosuras, brincadeiras e a escolinha apresentou a tradicional quadrilha.
           Mais uma vez agradecemos a todos que participaram e possibilitaram a realização do evento, doando prendas, trabalhando, doando comida e bebidas, sem o auxilio de cada um não conseguiríamos.
          Que Deus continue amparando e apoiando a todos nós



 Pescaria

 Nossos convidados de honra

  A Quadrilha

 Brincadeiras e animação

 Mais quadrilha

 Não faltaram gostosuras

Equipe unida

sábado, 30 de junho de 2012

O Valor de um Sorriso


Não custa nada e rende muito.

Enriquece quem o recebe, sem empobrecer quem o dá.

Dura somente um instante, mas seus efeitos perduram para sempre.

Ninguém é tão rico que dele não precise. Ninguém é tão pobre que não o possa dar a todos.

Leva a felicidade a todos e a toda parte.

É o símbolo da amizade, da boa vontade. É alento para os desanimados, repouso para os cansados, raio de sol para os tristes, consolo para os desesperados.

Não se compra nem se empresta.

Nenhuma moeda do mundo pode pagar seu valor.

Você já sabe do que se trata?

Trata-se de um sorriso.

E não há ninguém que precise tanto de um sorriso como aqueles que não sabem mais sorrir.

Aqueles que perderam a esperança. Os que vagueiam sem rumo. Os que não acreditam mais que a felicidade é algo possível.

É tão fácil sorrir! Tudo fica mais agradável se em nossos lábios há um sorriso.

Tudo fica mais fácil se houver nos lábios dos que convivem conosco um sorriso sincero.

Alguns de nós pensamos que só devemos sorrir para as pessoas com as quais simpatizamos.

São tantas as que cruzam nosso caminho diariamente. Algumas com o cenho carregado por levar no íntimo as amarguras da caminhada áspera. Poderemos colaborar com um sorriso aberto, no mínimo para que essa pessoa se detenha e perceba que alguém lhe sorri, já que o sorriso é um alento.

Sorrir ao atender os pequeninos que acorrem nos semáforos à procura de moedas.

É tão triste ter que mendigar e mais triste ainda é receber palavras e gestos agressivos como resposta.

Se é verdade que essa situação nos incomoda, não é menos verdade que não gostaríamos de estar no lugar deles.

Eles são tão pequeninos!

Se têm a malícia dos adultos é porque os adultos os induzem a isso. Mas no íntimo são inocentes treinados para parecer espertos, em meio às situações mais adversas.

O sorriso é uma arma poderosa, da qual nos podemos servir em todas as situações.

Se, ao levantarmos pela manhã, cumprimentarmos os familiares com um largo sorriso, nosso dia certamente será melhor, mais alegre.

Se, ao entrarmos no elevador, saudarmos com um sorriso os que seguem conosco, ao invés de fecharmos o rosto e olharmos para cima ou para baixo, na tentativa de desviar os olhares, com certeza o nosso dia será mais feliz. Porque todos nos verão com simpatia e nos endereçarão energias salutares.

O sorriso é sempre bom para quem sorri e melhor ainda para quem o recebe.

O sorriso tem o poder de fazer mais amena a nossa caminhada.

Dessa forma, se não temos o hábito de levar a vida sorrindo, comecemos a cultivá-lo, e veremos que sem que mude a situação à nossa volta, nós, intimamente, nos sentiremos mais felizes.

O cenho carregado, ou seja, a cara amarrada, como se costuma dizer, traz ao corpo um desgaste maior que o promovido pelo sorriso.

Isto quer dizer que, quando sorrimos, utilizamos menos músculos e fazemos menos esforços.

Assim sendo, até por uma questão de economia, é mais vantajoso sorrir.

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel


terça-feira, 26 de junho de 2012

NO SERVIÇO CRISTÃO



“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal do Cristo, para que
cada um receba segundo o que tiver feito, estando no corpo, o bem ou o mal.”
— Paulo. (2ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 10.)
Não falta quem veja no Espiritismo mero campo de experimentação
fenomênica, sem qualquer significação de ordem moral para as criaturas.
Muitos aprendizes da Consoladora Doutrina, desse modo, limitam-se às
investigações de laboratório ou se limitam a discussões filosóficas.
É imperioso reconhecer, todavia, que há tantas categorias de homens
desencarnados, quantas são as dos encarnados.
Entidades discutidoras, levianas, rebeldes e inconstantes transitam em toda
parte. Além disso, incógnitas e problemas surgem para os habitantes dos dois
planos.
Em vista de semelhantes razões, os adeptos do progresso efetivo do
mundo, distanciados da vida física, pugnam pelo Espiritismo com Jesus,
convertendo-nos o intercambio em fator de espiritualidade santificante.
Acreditamos que não se deve atacar outro círculo de vida, quando não nos
encontramos interessados em melhorar a personalidade naquele em que
respiramos.
Não vale pesquisar recursos que não nos dignifiquem.
Eis por que para nós outros, que supomos trazer o coração acordado para a
responsabilidade de viver, Espiritismo não ezpressa simples convicção de
imortalidade: é clima de serviço e edificação.
Não adianta guardar a certeza na sobrevivência da alma, além da morte,
sem o preparo terrestre na direção da vida espiritual. E nesse esforço de
habilitação, não dispomos de outro guia mais sábio e mais amoroso que o
Cristo.
Somente à luz de suas lições sublimes, é possível reajustar o caminho,
renovar a mente e purificar o coração.
Nem tudo o que é admirável é divino.
Nem tudo o que é grande é respeitável.
Nem tudo o que é belo é santo.
Nem tudo o que é agradável é útil.
O problema não é apenas de saber. É o de reformar-se cada um para a
extensão do bem.
Afeiçoemo-nos, pois, ao Evangelho sentido e vivido, compreendendo o
imperativo de nossa iluminação interior, porque, segundo a palavra oportuna e
sábia do Apóstolo, “todos devemos comparecer ante o tribunal do Cristo, a fim
de recebermos, de acordo com o que realizamos, estando no corpo, o bem ou
o mal”.
EMMANUEL
Pedro Leopoldo, 22 de fevereiro de 1950.



PÃO NOSSO
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL